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domingo, 20 de março de 2011

Educação Ambiental na Prática Educacional - Educação de Temas Específicos

           A Educação Ambiental na Prática Educacional é o que realmente falta! Falta ser colocada em prática! A prática do desenvolvimento sustentável deve ser ensinada para ser aprendida. Mas, para ensiná-la, nós educadores devemos realmente fazê-la tornar-se real. É necessário que haja a conscientização e ocorram mudanças comportamentais em nossa sociedade para que exista a verdadeira Educação Ambiental.
            A Escola é um ambiente mais do que propício para que ocorra a Educação Ambiental e a Sustentabilidade. Somente através de Projetos de Educação Ambiental, que devem ser construídos pelos professores, funcionários, direção e coordenação das escolas, alunos e demais integrantes da comunidade escolar, é que haverá a conscientização ambiental necessária e, consequentemente, a preservação do Meio Ambiente e a Sustentabilidade. Primeiramente, é necessário uma ação diagnóstica inicial coletiva, para que possam levantar questões ambientais que incomodam a comunidade. Após a busca de esclarecimentos prévios, poderá ser necessário auxílio de profissionais que tenham tal competência, caso o professor e demais colegas de trabalho (corpo docente) não sejam habilitados a esclarecerem. Todas as etapas de um Projeto de Educação Ambiental devem ser planejadas e, acima de tudo, contar com a participação de todos os envolvidos. É muito importante contextualizar a problematização ambiental abordada no Projeto, através de aulas e pesquisa de campo, que são de grande relevância entre a teoria e a prática, porque visam à compreensão da realidade e entendimento do contexto social, sendo embasada por discussões e reflexões na busca de soluções, que é elemento de grande importância no processo ensino-aprendizagem. Aí está uma atividade realmente considerada como Ação Educativa Ambiental.
             Na maioria dos ambientes escolares atuais, a Educação Ambiental acaba sendo abordada, no processo educativo, por práticas descontextualizadas e voltadas somente à resolução de alguns problemas ambientais imediatos da sociedade, não buscando soluções duradouras ou mudanças comportamentais. Muitas vezes, o professor acaba por lançar mão de atividades pontuais, como o trabalho somente de datas comemorativas relacionadas ao Meio Ambiente, o que não exige reflexão dos alunos nem mesmo conhecimentos extras do professor.
             É preciso ser ensinada a economia de água, economia de energia, ensinar como se deve evitar a poluição (rios, lagos, mares e do ar), o desmatamento, as queimadas, a caça e a pesca predatória. Enfim, é preciso ensinar aos alunos a prática de um desenvolvimento sustentável e não destruidor de nosso ambiente. É necessário que haja a conscientização de que, como seres humanos, somos parte integrante do Meio Ambiente em que estamos inseridos e que necessitamos dele para retirarmos nossa sobrevivência e sustento.
              Sustentabilidade está relacionada ao conceito ecológico de estabilidade dos ecossistemas (Herculano, 1992). Desenvolvimento Sustentável é o sinônimo do desenvolvimento de toda a sociedade em relação aos contextos sociais, assim como os econômicos e políticos. Isso inclui todos os cidadãos (diferentes classes sociais) e as produções de bens de consumo (custo/benefício). Para isso é necessário a eliminação de desperdícios e irracionalidades do processo produtivo, através de ações de preservação, recuperação e/ou reciclagem dos recursos naturais não renováveis.
             Os professores devem estar atentos ao cotidiano da escola e da comunidade, para explorar e levantar questões ambientais a serem discutidas, através da perspectiva da transversalidade e da interdisciplinaridade, que devem ser refletidas. A partir daí, serem tomadas soluções, através da participação de todos que compõem o ambiente escolar e sua comunidade, partindo da criticidade e participação efetiva nesse contexto histórico e social das questões ambientais.
              Ações práticas são urgentemente necessárias à solução dos problemas ambientais detectados na sociedade e devem ser priorizados quando na elaboração do Projeto Político-Pedagógico das escolas. A verdadeira Educação Ambiental é aquela voltada para a prática efetiva de Projetos transformadores da Educação e do meio social, através do conhecimento sustentável e de sustentabilidade, que estimule reflexões, pensamentos críticos e tomada de ações práticas transformadoras, em relação ao meio ambiente e à nossa sociedade.
REFERÊNCIA:                                                                                                                  
DAIBÉM, A. M. L.; TALAMONI, J. L. B. Educação Ambiental na prática educacional. In: MORAES, M. S. S.; MARANHE, E. A. EDUCAÇÃO DE TEMAS ESPECÍFICOS. Bauru: Coleção UNESP-SECAD-UAB: Diversidade e Cidadania. 2009. Vol.4, Unidade 1. p. 3-30.

Educação Quilombola - O que é um Quilombo?

          Um quilombo era um local de refúgio dos escravos no Brasil, em sua maioria afrodescendentes (negros e mestiços), havendo minorias indígenas e brancas. O mais famoso na História do Brasil foi o de Palmares.
Etimologia: A palavra "quilombo" tem origem nos termos "kilombo" (Quimbundo) ou "ochilombo" (Umbundo), presente também em outras línguas faladas ainda hoje por diversos povos Bantus que habitam a região de Angola, na África Ocidental. Originalmente, designava apenas um lugar de pouso utilizado por populações nômades ou em deslocamento; posteriormente passou a designar também as paragens e acampamentos das caravanas que faziam o comércio de cera, escravos e outros itens cobiçados pelos colonizadores.
Foi no Brasil que o termo "quilombo" ganhou o sentido de comunidades autônomas de escravos fugitivos. Havia escravidão, porém, em alguns quilombos.
Características das regiões de grande concentração de escravos, afastados dos centros urbanos e em locais de difícil acesso. Embrenhados nas matas, selvas ou montanhas, esses núcleos se transformaram em aldeias, dedicando-se à economia de subsistência e às vezes ao comércio, alguns tendo mesmo prosperado. Existem registros de quilombos em todas as regiões do país. Primeiramente um destaque especial ao estado de Alagoas, mais precisamente no interior do estado na cidade de União dos Palmares, que até hoje concentra o principal e maior quilombo que já existiu: o quilombo dos Palmares. Segundo os registros existem quilombos nos seguintes estados brasileiros: Pernambuco, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.
Os seus habitantes, denominados de "quilombolas", eram originalmente agrupamentos de ex–escravos fugidos de seus senhores desde os primeiros tempos do período colonial. Em algumas épocas e locais, tentaram reproduzir a organização social africana, inclusive com a escolha de reis tribais.
Quanto a violência praticada pelos quilombos e quilombolas, Luiz Gonzaga da Fonseca, no seu livro "História de Oliveira", na página 37, descreve o caos provocado no Caminho de Goiás, a Picada de Goiás, pelos quilombolas do Quilombo do Ambrósio, o principal quilombo de Minas Gerais:
"Não há dúvida que esta invasão negra fora provocada por aquele escandalosa transitar pela picada, e que pegou a dar na vista demais. Goiás era uma Canaã. Voltavam ricos os que tinham ido pobres. Iam e viam mares de aventureiros. Passavam boiadas e tropas. Seguiam comboios de escravos. Cargueiros intérminos, carregados de mercadorias, bugigangas, minçangas, tapeçarias e sal. Diante disso, negros foragidos de senzalas e de comboios em marcha, unidos a prófugos da justiça e mesmo a remanescentes dos extintos cataguás, foram se homiziando em certos pontos da estrada ("Caminho de Goiás" ou "Picada de Goiás"). Essas quadrilhas perigosas, sucursais dos quilombolas do rio das mortes, assaltavam transeuntes e os deixavam mortos no fundo dos boqueirões e perambeiras, depois de pilhar o que conduziam. Roubavam tudo. Boidadas. Tropas. Dinheiro. Cargueiros de mercadorias vindos da Corte (Rio de Janeiro). E até os próprios comboios de escravos, matando os comboeiros e libertando os negros trelados. E com isto, era mais uma súcia de bandidos a engrossar a quadrilha. Em terras oliveirenses açoitava-se grande parte dessa nação de “caiambolas organizados” nas matas do Rio Grande e Rio das Mortes, de que já falamos. E do combate a essa praga é que vai surgir a colonização do território (de Oliveira (Minas Gerais) e região). Entre os mais perigosos bandos do Campo Grande, figuravam o quilombo do negro Ambrósio e o negro Canalho."
Embora a escravidão no Brasil tenha sido oficialmente abolida em 13 de maio de 1888, alguns desses agrupamentos chegaram aos nossos dias, graças ao seu isolamento. Outros transformaram-se em localidades, como por exemplo Ivaporunduva, próximo ao rio Ribeira de Iguape, no estado de São Paulo.
A maioria dos quilombos tinha existência efêmera, pois uma vez descobertos, a sua repressão era marcada pela violência por parte dos senhores de terras e de escravos, com o duplo fim de se reapossar dos elementos fugitivos e de punir exemplarmente alguns indivíduos, visando atemorizar os demais cativos.
Estudos genéticos: Estudos genéticos realizados em quilombos têm revelado que a ancestralidade africana predomina na maioria deles, embora seja bem significativo a presença de elementos de origem européia e indígena nessas comunidades. Isso mostra que os quilombos não foram povoados apenas por africanos, mas também por pessoas de origem européia e indígena que foram integradas nessas comunidades. Os estudos mostram que a ancestralidade dos quilombolas é bastante heterogênea, chegando a ser quase que exclusivamente africana em alguns, como no quilombo de Valongo, no Sul, enquanto em outros a ancestralidade européia chega até a predominar, como no caso do quilombo do Mocambo, no Nordeste, mas isso é a exceção.
REFERÊNCIA:
WIKIPÉDIA: A enciclopédia livre. Flórida (Estados Unidos da América): Wikimedia Foundation, 2003. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Quilombo>. Acesso em: 30 nov. 2010.

Educação Indígena - Educação para Populações Específicas

               Após a destruição e extermínio da maioria das aldeias e dos povos indígenas, com a chegada dos colonizadores europeus (portugueses), houve uma lenta reabilitação desses povos. Mas a partir daí eles (os índios) deixaram de serem povos selvagens da floresta e passaram a se reorganizar e a serem cidadãos brasileiros e viverem em sua diversidade cultural, mas sem terem a mesma autonomia plena que possuíam anteriormente à colonização.
 Os indígenas, assim como outros povos, sofreram e, ainda sofrem dois tipos de violência: a violência bruta e a violência simbólica. Foi a partir da colonização portuguesa que surgiu a Escola Indígena, através da violência e da imposição da pedagogia jesuítica.
 A perda da identidade étnica dos indígenas foi o que pior lhes aconteceu. Pois, os invasores, sempre utilizaram da violência como argumento que justificasse sua invasão. A miscigenação de índios, europeus e escravos africanos é que originou nossa nação: o Brasil e seus diferentes povos miscigenados. O Estado Brasileiro não via os índios como cidadãos brasileiros, pois eles possuíam sua própria cultura e uma organização social e política diferenciada. Para os missionários jesuítas, cristianizar/catequizar os índios era o mesmo que ensiná-los a viverem civilizadamente.
Em nossa Constituição Brasileira (1988), os índios são considerados como “povos” e não como nações. A República e o Estatuto do Índio, criados em 1973, julgavam os índios órfãos. A função da FUNAI (Fundação Nacional de Amparo e Proteção ao Índio) surge com o intuito e obrigação de promover a integração do índio à comunhão nacional, ou seja, torná-lo não índio, e sim, um cidadão brasileiro.
A Constituição, veio por garantir que os índios deixassem de ser “órfãos” ou “incapazes” e passassem a ser “diferentes”.
A educação indígena estava, até meados dos anos 70, baseada na educação pós-colonial, passada essa década é que começou a se pensar em programas para a escola indígena, com a finalidade de reforma significativa em sua educação, contra o colonialismo cultural dominante. Ainda hoje se encontram escolas indígenas que ensinam somente o alfabeto na língua portuguesa e não na língua nativa através da justificativa de que a alfabetização na língua nativa destruiria a oralidade da mesma. Em contrapartida, os índios utilizam somente o português quando precisam se relacionar nas cidades, ou seja, fora de suas aldeias. Pensando na economia do comércio realizado pelos indígenas, a matemática era aplicada somente aos cálculos necessários para tal. Mas existem projetos missionários que procuram alfabetizar os índios somente na língua nativa, em seguida na língua portuguesa.
A mudança de governo também influenciava a educação indígena. ONG’s (Organizações não Governamentais) e a FUNAI, sempre estiveram interligadas em prol à educação indígena. Várias mudanças ocorreram no modo de educar e em relação ao que transmitir de conhecimentos aos índios, diferente de suas culturas. Mas, sabe-se que todas essas tentativas estiveram voltadas aos interesses eurocentristas, com os mesmos modelos arcaicos jesuíticos do período pós-colonial.
Hoje, uma das melhores maneiras de se educar os índios é através de educadores/monitores indígenas bilíngües. A partir dos anos 90, as diferentes concepções em relação à educação indígena passam a ser analisadas mais a fundo, por antropólogos e historiadores, que buscaram mapear a evolução da educação escolar indígena no Brasil. Mudanças socioculturais contínuas margeiam esses “povos indígenas” ao longo de séculos.
Segundo Kahn (1994), a Educação Indígena é algo que deve ser conquistado, já a Educação para o índio, é algo que de ser evitado. Educação Indígena, na verdade, é algo que não se enquadra no conceito de “Escola”, sendo que a "Escola” não foi criação da cultura indígena, mas sim dos “brancos”, desde a colonização.
Mesmo existindo ações educativas no Brasil, voltadas ao modelo libertador, a Educação Indígena não está desvinculada do modelo da escola formal, hierarquizada e individualista de nossa sociedade.
Nos últimos 30 anos, é que se iniciou a problemática e tomada de consciência dessas transformações socioculturais entre os indígenas e dos não indígenas (“homens brancos”). Atualmente, os indígenas sofrem e, ao mesmo tempo, buscaram a revolução tecnológica. As escolas indígenas estão aos poucos incorporando a tecnologia aos seus processos educacionais.
As escolas indígenas possuem atualmente a mesma estrutura curricular das escolas normais de nossa sociedade, que possuem apenas algumas adaptações à sua cultura (indígena).
Cabe aos professores indígenas traçarem as propostas curriculares atuais de suas escolas e de sua educação, em respeito à sociodiversidade.
Esse texto só veio complementar e embasar teoricamente os conceitos que eu possuía em relação à educação indígena. As culturas indígenas são muito diversificadas entre si e, as escolas indígenas foram instituídas pelo colonialismo, o que desconfigurou permanentemente a cultura indígena e trouxe mudanças irreversíveis a esses povos.
O Educador da Escola Indígena, sendo ou não índio, deve ter conhecimento dos conceitos e do processo educativo indígena desde seu surgimento até os dias atuais, além de respeitar a sociodiversidade existente entre a cultura em questão e as demais. O currículo precisa visar ambas as culturas e o modo de vida, tanto cultural, como econômico de cada aldeia indígena, seguindo sempre as diretrizes nacionais da educação escolar indígena. Por ser uma escola diferenciada, seu currículo e objetivos também são e devem ser cumpridos, respeitados e adaptados do melhor modo possível, onde a língua materna é o principal meio cultural a ser preservado, além dos costumes de cada tribo indígena.

REFERÊNCIA:

DOMINGUES, S. A. Sujeitos e saberes da educação indígena. In: MORAES, M. S. S.; MARANHE, E. A. EDUCAÇÃO PARA POPULAÇÕES ESPECÍFICAS. Bauru: Coleção UNESP-SECAD-UAB: Diversidade e Cidadania. 2009. Vol.3, unidade 3. p. 64-97.




Sujeitos e Saberes da Educação de Jovens e Adultos, da Educação no Campo, da Educação Indígena e da Educação Quilombola

CURSO: CURSO EDUCAÇÃO PARA DIVERSIDADE E CIDADANIA – UNESP – SECAD - UAB
PROF(A). RESPONSÁVEL: Elisandra A. Maranhe

MÓDULO 3 - UNIDADE 1: “SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS”
AUTORES: Antônio Francisco Marques e Eliana Marques Zanata

            A alfabetização faz parte da educação básica de todo e qualquer indivíduo que deseja dar continuidade a diferentes aprendizagens, conhecimentos e competências.
            O processo educativo está diretamente ligado ao processo do desenvolvimento humano.
            No Brasil, somente em 1945 é que foi regulamentado a Educação de Adultos, a Educação de Jovens em Ensino Primário Fundamental de 2 anos, havia sido criada a alguns anos anteriores, assim como também o Ensino Primário Fundamental para crianças de 7 a 12 anos.
            Movimentos sociais em busca de justiça, igualdade e educação começaram a surgir a partir da década de 1930, e buscavam transformações nos âmbitos sociais, econômicos, culturais e políticos do país. Década esta marcada pelas instalações industriais no país.
            O resultado das pressões dos movimentos sociais, levaram o governo, no ano de 1964, a darem o Golpe de Estado, que, com o apoio do imperialismo norte-americano, para evitarem que a elite perdesse o seu poder político. Surge o Programa de Alfabetização do Povo e o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) em 1969.
Essa redemocratização do país acabou por criar novos movimentos educacionais como o MOVA (Movimento da Alfabetização - 1985), o PAS (Programa de Alfabetização Solidária - 1996) e o Programa Brasil Alfabetizado (2003), que tinham como finalidade erradicar o analfabetismo.
            A escolarização no Brasil está presente desde o início da colonização, como a catequização indígena, já os escravos nunca tiveram esse privilégio e lutam por esse direito até os dias atuais.
No ano de 1997, o governo brasileiro lança a Proposta de Educação de Jovens e Adultos. A nova proposta concepção escolar, coloca os educandos como sendo os principais sujeitos do processo educativo, o que para a maioria dos adultos é tido com certa resistência, pois não se assemelha ao tipo de educação que os mesmos conhecem ou idealizam, que é o modelo de escola tradicional.
A maioria dos jovens e adultos, que buscam por essa educação, são marginalizados e, sofrem diversos preconceitos por não serem alfabetizados, ou, até mesmo, por estarem buscando essa alfabetização tardia.
Os avanços tecnológicos e científicos tiveram nos últimos 50 anos um avanço e impacto acelerados em nossas vidas e sociedade em geral, o que trouxe benefícios e malefícios à humanidade em geral.
Alguns aspectos relevantes de nossa atual educação são os analfabetos funcionais (que possuem, também, menos de 4 anos de escolaridade) que estamos formando, são aqueles alunos que “passam” pela escola e, que sabem ler, ou seja, são alfabetizados, mas não interpretam ou raciocinam ou escrevem bem sobre o que leram. Outros são os analfabetos digitais, aqueles que não conhecem a tecnologia dos computadores, internet...
            O desemprego dos adultos entre 40 e 50 anos é o principal fator que os levam a perderem o sentido da vida, assim também desaparece o interesse pelo aprender. Hábitos saudáveis garantem uma velhice com saúde e evitam muitas doenças crônicas, que é muito comum a partir do início da 3ª idade ou da idade adulta média (40 aos 65 anos).
            Com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9394), criada em 1996, o EJA (Educação de Jovens e Adultos) passa a ser garantido por lei.
            As propostas educacionais do EJA devem partir dos conhecimentos prévios desses adultos, ou seja, dos conhecimentos e habilidades que estes possuam, de suas experiências profissionais, culturais e sociais. A partir daí, devemos contextualizar o ensino dos conteúdos as aprendizagens dos alunos, para serem estas aprendizagens, significativas, que os ajudem as melhores viver em sociedade e que modifiquem suas vidas.

MÓDULO 3 - UNIDADE 2: “SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO NO CAMPO”
AUTORES: Antônio Francisco Marques e Eliana Marques Zanata

Uma visão minimalista do próprio governo brasileiro, criada através da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996), criou e garante até hoje, somente a Educação Básica a essa população rural (campo) e não menciona em momento algum o prosseguimento dos estudos em nível superior.
            A Educação do Campo exige que haja um currículo que atenda as necessidades gerais e específicas de cada região do nosso país, Brasil, de acordo com cada cultura e cada população. Currículo este que deve ser flexível ao tipo de economia que a população desenvolve, baseando-se também nos princípios da diversidade social.
            A população rural vem diminuindo gradativamente ao longo dos anos (êxodo rural), mas ainda existe e sempre existirá um número considerável desta população. Cabe ressaltar que esta população apresenta uma série de desvantagens à população rural, como o acesso aos recursos financeiros, ao acesso à escolarização, à saúde, aos direitos sociais, ao lazer e à cultura.
            A Educação do Campo abrange as populações da zona rural, como os pequenos agricultores, os sem-terra, os povos da floresta, pescadores, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, assalariados rurais jovens e adultos, os bóias-frias, meeiros entre outros. Esse é um dos motivos que levam a Educação do Campo a não ser uniforme e inflexível, pois abrange e deve suprir todas as especificidades de cada uma dessas diferentes comunidades.
            Os grandes desafios da Educação do Campo são a falta de professores preparados, falta de estrutura física, falta de transporte, alimentação, materiais didáticos e também, a falta de contextualização sócio-cultural do currículo com a realidade vivida por essas populações. O calendário Escolar é um aspecto importante que deve ser analisado e estruturado de acordo com cada região e população rural que a Escola Rural atende, para que a educação e os conteúdos escolares não sejam prejudicados e nem prejudiquem os alunos dessas comunidades, de acordo com a época de colheita e de plantio de cada região, épocas em que as crianças necessitam auxiliar suas famílias.
            Para haver uma melhoria nesses aspectos, deve-se buscar a valorização do conhecimento dessas comunidades para que o currículo seja adaptado de modo a garantir que tenham consciência crítica do mundo em que estão inseridos e de sua cidadania.
            Para isto, é necessário garantir o direito à igualdade de condições de aprendizagem, garantir o direito ao respeito à diferença, para assim, essas comunidades poderem assumir sua identidade cultural e valorizarem-se, além de garantir seus direitos e cumprir os seus deveres de cidadãos.
            Garantir esses direitos é fazer acontecer a verdadeira Pedagogia da Alternância, onde a formação agrícola e suas atividades práticas estão relacionadas diretamente com a formação teórica geral da escola rural. Ainda se faz necessário o preparo para a vida dos alunos em sociedade, sendo produtiva, comunitária e associativa/cooperativa.
Somente essa Pedagogia da Alternância é capaz de promover e garantir a permanência das famílias e de seus filhos no campo, mas com o direito ao acesso de uma educação igual a dos centros urbanos.
            Os principais pilares que regem a elaboração e o desenvolvimento do projeto político-pedagógico das escolas rurais (campo) são: o respeito às diferenças, a organização do calendário escolar (tempo escolar) e a organização do espaço escolar.
            A Educação do Campo deve garantir a construção dos conhecimentos através da interdisciplinaridade, para que haja aprendizagens significativas e para que as aprendizagens possam ser integradas as relações sociais. Os conhecimentos que devem ser transmitidos aos alunos através da adaptação dos currículos, acabam sendo frutos da necessidade imposta pela vida social, na qual esses indivíduos estão diretamente envolvidos e que serão atuantes ou já se fazem atuantes economicamente nelas.
            Há ainda aulas multisseriadas, onde devem ser favorecidos os trabalhos por agrupamentos, mas garantindo sempre a participação de todos no processo de ensino-aprendizagem e também os trabalhos individuais, a busca pela igualdade dos níveis de desenvolvimento e das aprendizagens significativas.
            A Educação do Campo deve sempre priorizar a preservação das raízes rurais e o aprendizados dos alunos, além do acesso aos conhecimentos socialmente valorizados por essas comunidades.

MÓDULO 3 - UNIDADE 3: “SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO INDÍGENA”
AUTOR: Sérgio Augusto Domingues

            Após a destruição e extermínio da maioria das aldeias e dos povos indígenas com a chegada dos colonizadores europeus (portugueses), houve uma lenta reabilitação desses povos. Mas a partir daí eles (os índios) deixaram de serem povos selvagens da floresta e passaram a se reorganizar e a serem cidadãos brasileiros e viverem em sua diversidade cultural, mas sem terem a mesma autonomia plena que possuíam anteriormente à colonização.
 Os indígenas, assim como outros povos, sofreram e, ainda sofrem dois tipos de violência: a violência bruta e a violência simbólica. Foi a partir daí que surgiu a escola indígena, através dessa violência e da imposição da pedagogia jesuítica.
A perda da identidade étnica dos indígenas foi o que pior lhes aconteceu. Pois os invasores sempre utilizaram da violência como argumento que justificasse sua invasão. O que originou nossa nação: o Brasil e seus povos miscigenados. O Estado Brasileiro não vê os índios como cidadãos brasileiros, pois eles possuem sua própria cultura e uma organização social e política diferenciada. Para os missionários jesuítas, cristianizar/catequizar os índios era o mesmo que ensiná-los a viverem civilizadamente.
Em nossa Constituição brasileira, os índios são considerados como “povos” e não como nações. A República e o Estatuto do Índio, criado em 1973, julgam os índios órfãos. A função da FUNAI (Fundação Nacional de Amparo e Proteção ao Índio) tem por obrigação promover a integração do índio à comunhão nacional, ou seja, torná-lo não índio, e sim, um cidadão brasileiro.
A Constituição de 1988, veio por garantir que os índios deixassem de ser “órfãos” ou “incapazes” e passassem a ser “diferentes”.
A educação indígena estava, até meados dos anos 70, baseada na educação pós-colonial, após essa década é que começou a se pensar em programas para a escola indígena com a finalidade de reforma significativa em sua educação, contra o colonialismo cultural dominante. Ainda hoje se encontram escolas indígenas que ensinam somente o alfabeto na língua portuguesa e não na língua nativa através da justificativa de que a alfabetização na língua nativa destruiria a oralidade da mesma. Em contrapartida, os índios utilizam somente o português quando precisam se relacionar nas cidades, ou seja, fora de suas aldeias. Pensando na economia do comércio realizado pelos indígenas, a matemática era aplicada somente aos cálculos necessários para tal. Mas existem projetos missionários que procuram alfabetizar os índios somente na língua nativa, em seguida na língua portuguesa.
A mudança de governo também influenciava a educação indígena. ONG’s e a FUNAI, sempre estiveram interligadas pela educação indígena. Várias mudanças ocorreram no modo de educar e o que transmitir de conhecimento aos índios, diferente de suas culturas, mas hoje, sabe-se que todas essas tentativas estiveram voltadas aos interesses eurocentristas, com os mesmos modelos arcaicos jesuíticos do período pós-colonial.
Hoje, uma das melhores maneiras de se educar os índios é através de educadores/monitores indígenas bilíngües. A partir dos anos 90, as diferentes concepções em relação à educação indígena passam a ser analisadas mais a fundo, por antropólogos e historiadores, que buscaram mapear a evolução da educação escolar indígena no Brasil. Mudanças socioculturais contínuas margeiam esses “povos indígenas” ao longo de séculos.
Segundo Kahn (1994), a Educação Indígena é algo que deve ser conquistado, já a Educação para o índio é algo que de ser evitado. Educação Indígena, na verdade, é algo que não se enquadra no conceito de “Escola”, sendo que a "Escola” não foi criação da cultura indígena. Mesmo existindo ações educativas no Brasil, voltadas ao modelo libertador, não está desvinculada ao modelo escola formal, hierarquizado e individualista de nossa sociedade.
Nos últimos 30 anos, é que se iniciou a problemática e tomada de consciência dessas transformações socioculturais entre os indígenas e dos não indígenas (“homens brancos”). Atualmente, os indígenas sofreram e, ao mesmo tempo, buscaram a revolução tecnológica. As escolas indígenas estão aos poucos incorporando a tecnologia aos seus processos educacionais.
As escolas indígenas possuem atualmente a mesma estrutura curricular das escolas normais de nossa sociedade, possuem apenas algumas adaptações à cultura indígena. Cabe aos professores indígenas traçarem as propostas curriculares atuais de suas escolas, em respeito à sociodiversidade.

MÓDULO 3 - UNIDADE 4: “SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO QUILOMBOLA”
AUTOR: Dagoberto José Fonseca.

Um quilombo era um local de refúgio dos escravos no Brasil, em sua maioria afrodescendentes (negros e mestiços), havendo minorias indígenas e brancas. O mais famoso na História do Brasil foi o de Palmares.
A palavra "quilombo" tem origem nos termos "kilombo" (Quimbundo) ou "ochilombo" (Umbundo), presente também em outras línguas faladas ainda hoje por diversos povos Bantus que habitam a região de Angola, na África Ocidental. Originalmente, designava apenas um lugar de pouso utilizado por populações nômades ou em deslocamento; posteriormente passou a designar também as paragens e acampamentos das caravanas que faziam o comércio de cera, escravos e outros itens cobiçados pelos colonizadores. Foi no Brasil que o termo "quilombo" ganhou o sentido de comunidades autônomas de escravos fugitivos. Havia escravidão, porém, em alguns quilombos.
Tradicionalmente, os quilombos eram das regiões de grande concentração de escravos, afastados dos centros urbanos e em locais de difícil acesso. Embrenhados nas matas, selvas ou montanhas, esses núcleos se transformaram em aldeias, dedicando-se à economia de subsistência e às vezes ao comércio, alguns tendo mesmo prosperado. Segundo os registros existem quilombos nos seguintes estados brasileiros: Pernambuco, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.
Os seus habitantes, denominados de "quilombolas", eram originalmente agrupamentos de ex–escravos fugidos de seus senhores desde os primeiros tempos do período colonial. Em algumas épocas e locais, tentaram reproduzir a organização social africana, inclusive com a escolha de reis tribais.
Embora a escravidão no Brasil tenha sido oficialmente abolida em 13 de maio de 1888, alguns desses agrupamentos chegaram aos nossos dias, graças ao seu isolamento. Outros transformaram-se em localidades.
A maioria dos quilombos tinha existência efêmera, pois uma vez descobertos, a sua repressão era marcada pela violência por parte dos senhores de terras e de escravos, com o duplo fim de se reapossar dos elementos fugitivos e de punir exemplarmente alguns indivíduos, visando atemorizar os demais cativos.
Os quilombolas, diferentemente dos índios, conseguiram nos dias atuais, recriar o mundo antigo deles, através de suas bases culturais africanas, com uma mistura de indígenas e europeus, políticas, éticas e religiosas, e organizaram seus valores, transmitindo-os às novas gerações, através da educação formal, como auxílio do Estado.
O termo quilombo sofreu mudanças em seu significado e hoje, mesmo tendo seu conteúdo histórico, possui características peculiares e atuais da cultura africana.
Atualmente, no Brasil são catalogadas, aproximadamente, mais de 5 mil áreas quilombolas, mas nem todas possuem reconhecimento oficial e assistência em relação aos seus direitos básicos de cidadão, como: saúde, educação. Sendo esses direitos, uma obrigação do Estado em relação a toda e qualquer população de nossa República Federativa.
A educação dos quilombolas existe de modo não formal, ou seja, transmitida através dos mais velhos, oralmente, aos mais novos. Eles transmitem e orientam as crianças e adolescentes a respeito da sociedade em que eles estão inseridos, de sua cultura e história, sobre política, economia e religião. Além de valores morais e étnicos.
Esse tipo de educação é coletiva/comunitária e, é através da prática do dia a dia dos quilombos que elas são transmitidas.
A educação formal é transmitida de acordo com a cultura dos mesmo e tem por objetivo, além da transmissão de novos conhecimentos, o desenvolvimento sustentável dessas comunidades.
Somente as séries iniciais da Educação Fundamental existem nas comunidades quilombolas, sendo difícil o acesso dessas crianças às escolas nas áreas urbanas.
A luta dos negros pela liberdade e igualdade, continuou após e Proclamação da República. A própria sociedade brasileira assume-se discriminatória e racista.
Os docentes que forem trabalhar com a educação quilombola devem, primeiramente, ouvir, procurar conhecer, através das pessoas moradoras dos quilombos, saber de sua realidade social, política e econômica, posteriormente devem elaborar seu material didático e sua proposta político-pedagógica.
O fator histórico-cultural das sociedades quilombolas é de extrema importância em relação aos processos sociais de ensino-aprendizagem, devendo ser significativa, onde a teoria e a prática devem caminhar juntas.


Fundamentos para a Educação na Diversidade - Introdução Conceitual

CURSO: CURSO EDUCAÇÃO PARA DIVERSIDADE E CIDADANIA – UNESP – SECAD - UAB
PROF(A). RESPONSÁVEL: Elisandra A. Maranhe
TUTOR(A): Fábio Henrique Lepri Boschesi

            É a partir da intolerância, mantida por muitos séculos e transmitida de geração em geração, que faz com que, ainda hoje, num mundo globalizado, o extremo preconceito. Preconceito este, advindo de todas as camadas sociais, na qual se destaca a classe dominante.
O respeito às diferenças começa a surgir a partir do início do século XXI, com ideologias da cultura européia e nasce aí a preocupação com a padronização de comportamentos, conceitos, moral e atitudes que os seres humanos deveriam seguir para se enquadrarem nos moldes universais. Pura ideologia.
Cada cultura possui seu valor e deve ser respeitada. A diversidade cultural entre os povos é gritante e nunca será padronizada.
A maioria dos seres humanos considera-se desigual por natureza e acaba por acreditar que suas ideologias, valores, conceitos e verdades são absolutos e que os outros indivíduos deveria se enquadrar nesses moldes, ou seja, em seu padrão de referência. O que acaba por gerar a intolerância e o preconceito, no momento em que o indivíduo, imediatamente, antecipa seus conceitos em relação ao “outro”.
Ao escrever sobre diversidade e desigualdade, o autor, frisa que é extremamente recente no ocidente essa idéia e, que ainda é necessário superar dificuldades. Um grande avanço para a humanidade foi a conquista dos “Direitos Humanos”, o que acaba por garantir, através da lei (Declaração Universal dos Direitos Humanos), a todos os seres humanos o direito à liberdade, igualdade e à cidadania, desde que o indivíduo cumpra com seus deveres e usufrua de seus direitos e atue ativamente para o bem comum da sociedade em que se encontra inserido.
Essa busca nos leva a lutar contra quaisquer tipos de violência e gera, automaticamente, a tão sonhada paz entre os seres humanos.
Em suma, a subjetividade humana e os valores de cada sociedade é que vão nortear quais são os valores fundamentais para tal sociedade. Sendo assim, fica difícil garantir que no futuro teremos a tão sonhada diversidades respeitada como deveria ser.

REFERÊNCIA:

CARDOSO, C. M. Fundamentos para educação na diversidade. In: MORAES, M. S. S.; MARANHE, E. A. INTRODUÇÃO CONCEITUAL PARA EDUCAÇÃO NA DIVERSIDADE E CIDADANIA. Bauru: Coleção UNESP-SECAD-UAB: Diversidade e Cidadania. 2009. Vol.2, unidade 1. p. 3-31.



Fundamentos para Educação na Diversidade, Valores e Educação, O Direito de Aprender de Todos e de Cada Um e Convivência Na Diversidade

CURSO: CURSO EDUCAÇÃO PARA DIVERSIDADE E CIDADANIA – UNESP – SECAD - UAB
PROF(A). RESPONSÁVEL: Elisandra A. Maranhe
TUTOR: Fábio Henrique Lepri Boschesi

MÓDULO 2 - UNIDADE 1: “FUNDAMENTOS PARA EDUCAÇÃO NA DIVERSIDADE”
AUTOR: Clodoaldo Meneguello Cardoso

            O autor inicia fazendo uma análise do que seja a diversidade e o motivo de se haver uma Educação para a diversidade, o que o faz relatar um breve histórico sobre como e qual a finalidade do surgimento do preconceito.
É a partir da intolerância, mantida por muitos séculos e transmitida de geração em geração, que faz com que, ainda hoje, num mundo globalizado, o extremo preconceito. Preconceito este, advindo de todas as camadas sociais, na qual se destaca a classe dominante.
O respeito às diferenças começa a surgir a partir do início do século XXI, com ideologias da cultura européia e nasce aí a preocupação com a padronização de comportamentos, conceitos, moral e atitudes que os seres humanos deveriam seguir para se enquadrarem nos moldes universais. Pura ideologia.
Cada cultura possui seu valor e deve ser respeitada. A diversidade cultural entre os povos é gritante e nunca será padronizada.
A maioria dos seres humanos considera-se desigual por natureza e acaba por acreditar que suas ideologias, valores, conceitos e verdades são absolutos e que os outros indivíduos deveria se enquadrar nesses moldes, ou seja, em seu padrão de referência. O que acaba por gerar a intolerância e o preconceito, no momento em que o indivíduo, imediatamente, antecipa seus conceitos em relação ao “outro”.
Ao escrever sobre diversidade e desigualdade, o autor, frisa que é extremamente recente no ocidente essa idéia e, que ainda é necessário superar dificuldades. Um grande avanço para a humanidade foi a conquista dos “Direitos Humanos”, o que acaba por garantir, através da lei (Declaração Universal dos Direitos Humanos), a todos os seres humanos o direito à liberdade, igualdade e à cidadania, desde que o indivíduo cumpra com seus deveres e usufrua de seus direitos e atue ativamente para o bem comum da sociedade em que se encontra inserido.
Essa busca nos leva a lutar contra quaisquer tipos de violência e gera, automaticamente, a tão sonhada paz entre os seres humanos.

MÓDULO 2 - UNIDADE 2: "VALORES E EDUCAÇÃO"
AUTOR: Clodoaldo Meneguello Cardoso

            Falar em dignidade humana é ter nítido que, todos os seres humanos estão igualmente garantidos por terem seus direitos ao fazerem parte da humanidade.
Pude perceber que difícil é falar em Educação dos direitos humanos, sem antes lutarmos pelo direito humano da Educação de todos os cidadãos.
Acredito que, para um indivíduo ter acesso à cidadania é necessário, primeiramente, que ele tenha seu direito à Educação garantido. Somente deste modo ele poderá ser beneficiado conscientemente de sua responsabilidade em relação à seus direitos de cidadão e não somente usufruí-la, sem compromisso com os demais. Cidadania é um processo de relações, compromisso, consciência e ações. Não há maneiras de desvincularmos educação e cidadania e, ao mesmo tempo, informação e conhecimento. Um gera o outro, e, estão diretamente interligados.
            É uma pena que, na prática, ainda estamos longe de vermos a idéia de respeito à dignidade humana garantida e respeitada.
            O autor deixa bem claro que é impossível não transmitir valores através da Educação e que, os direitos humanos são nada mais, nada menos, que um conjunto de valores humanistas, presente em todos os tipos de relações sociais.
            Existem três valores que são fundamentais: “liberdade, igualdade e solidariedade”, que devem ser desenvolvidos em relação às crianças, para que elas cresçam críticas em relação ao preconceito e às desigualdades e sociais à cerca da diversidade humanidade.
ATIVIDADE: Foi proposto aos meus alunos a experiência da observação no espelho e a realização do autorretrato. Foi muito rica a atividade, pois eles puderam perceber e interagir com suas diferenças e com a dos colegas, sempre mantendo um ambiente de respeito entre todos.

MÓDULO 2 - UNIDADE 3: “O DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM”
AUTORA: Vera Lúcia Messias Fialho Capellini

            Por ser a Educação um direito universal de todo e qualquer ser humano, principalmente por finalidade a cidadania e cumprimento dos direitos humanos que todos nós possuímos, porque é que ela não é respeitada?
            A autora faz uma busca pela história da humanidade, desde os primórdios até os dias atuais, em busca do direito da educação, do direito de aprender de cada um e, ao mesmo tempo, de todos nós.
A Educação se apresenta como um direito humano fundamental para a vida em sociedade. Sociedade esta que tem por obrigação garanti-la, sem qualquer tipo de discriminação.
Cabe ressaltar que, a Educação para todos abrange também a Educação Inclusiva. E que esta ou qualquer Educação deve ter qualidade, sendo esta democrática e objetivando a plena cidadania.
            Além de conceitos, cabe às escolas, nos dias atuais, a ensinar valores, atitudes, conceitos e, principalmente, a PAZ.
Somente a Educação é capaz de transforma o ser humano, seus valores, atitudes e comportamentos indesejáveis, que prejudicam tanto as relações humanas de nossa sociedade.

MÓDULO 2 - UNIDADE 4: “CONVIVÊNCIA NA DIVERSIDADE”
AUTORA: Vera Lúcia Messias Fialho Capellini

            A autora acredita que somente a Educação não seja capaz de transformar a sociedade, mas que ela é capaz de reduzir de maneira surpreendente os preconceitos e ensinar a cidadania e o verdadeiro respeito e aceitação da diversidade humana e sua dignidade, formando assim uma sociedade mais justa.
Para isto é preciso trabalhar a pluralidade cultural no cotidiano escolar para que, aos poucos, a exclusão social diminua entre os seres humanos. O preconceito também deve ser trabalhado, pois ele é o gerador principal da violência, discriminação e exclusão
            A humanização vem para auxiliar nas relações humanas no contexto escolar e acaba por ser barrada quando tratamos do conceito de liberdade e inclusão social.
            O preconceito em sala de aula existe, podendo ser bilateral. Partindo do professor ou dos alunos. Isto deve ser evitado e se surgir, deve ser trabalhado para que seja combatido. Sendo as principais formas de preconceito: a social, a religiosa, a racial e a sexual.
            Cabe relembrar que o preconceito é baseado na intolerância que deve ser extinta pelo fato de sermos diferentes, mas ao mesmo tempo, iguais perante a tudo e a todos. Respeitarmos a individualidade é o principal caminha a ser percorrido. Somente assim poderemos mudar nossa sociedade e criar uma cultura capaz de respeitar a dignidade humana e tentar amenizar os preconceitos existentes nela.